O Último Momento.


E mais uma vez lá estava eu, andando pelas ruas, em um dos meus diversos carros mais ricaços da região; eu me enchia de orgulho ao pensar nisso. Sempre nesse horário da noite, encontrava-me a procura de novas vítimas, daquelas que eu poderia me degustar da morte, a rua essas horas estava mais fria e deserta que meu coração, a noite é como uma grande onda de possibilidades para minha calmaria mas sofrimento de muitos. Mas hoje a rua suponho estar mais estranha que os outros dias normais, será que a população daquele lugar estava começando a descobrir os supostos desaparecimentos dos jovens? - De repente escuto um grito fino e doloroso, mas rápido, poderia ser confundido facilmente com um susto ou brincadeiras na região, mas essa hora da noite? - Tenho minhas dúvidas. Mas eu sabia que não, aquele grito era algo que eu costumava escutar, o grito de alguém que estava prestes a ter a vida retirada, ou se não já foi. Era um grito de óbito. 
Mas o que é isso? - Pensei.
Na verdade a primeira coisa que venho a mente foi, estão se divertindo com minhas vítimas? De verdade, isso não estava nos meus planos. A única coisa que eu poderia gozar, se divertir, estava prestes a acabar se eu não tomasse providências rápidas.
Chego em casa, como de costume, cansado sinto-me, me jogo devagar no sofá logo ao lado da minha mulher que estava de pernas cruzadas em cima da outra com um vestido de seda branco, muito caro na época. Dou-lhe um pequeno beijo seco e raso, então dividimos a taça de vinho que já estava preparada. Insatisfeita com o meu silêncio e cara fechada, ela questiona:
- O que houve? 
- O vinho está quente. - Minto, em seguida pergunto depois de olhá-la por alguns segundos. - Onde estão as crianças? 
- No quarto, você sabe.
O dia no trabalho já havia sido estressante, e ainda tenho que continuar pressionando minha mente a pensar no que realmente aconteceu hoje. Tenho um pensamento rápido e levanto-me sem pensar ou dar satisfação à minha esposa, rapidamente visto meu sobretudo preto e um cachecol da cor igual a roupa. Sigo meu caminho, não demorou muito até eu avistar meu vizinho William no meu caminho, não conversava muito com as pessoas da redondeza, mas eu já havia percebido que esse homem me observava há um tempo. Será que ele sabe de alguma coisa? - Penso enquanto andava desviando o olhar pelas ruas, até que...
-Ei, rapaz! - Ouço logo em seguida a voz de William, e o olho em seguida
Me direciono devagar em sua direção, meus olhos já decifravam-no com um ‘’posso lhe ajudar?’’ eu esperava uma resposta sem nem mesmo ter perguntado.
- O senhor me parece meio angustiado por essas ruas. - Ele afirma na frase, e dá um trago no seu cigarro de cor preta. Ele usava um chapéu pequeno e de couro.
-Está tão na cara assim? - Eu replico de forma irônica.
-Ah sim, sim. -Ele repete a palavra mas diminui a ênfase da voz na última. 
Ele percebe que não estou afim de ouvi-lo e vai logo ao ponto de que porque ele me chamou.
-Ouvi boatos sobre você na região, algo não muito bom. - Ele retira um caderninho de pequeno porte junto a uma caneta do bolso.
-Desculpa, você é policial? 
Eu tento desviar do assunto, tentar não parecer culpado não era um forte meu. Mas algo estava errado, ele já havia sido demitido da área policial há um mês por conta da sua obsessão pelos casos.
Ele não se pronuncia, e apenas me solta um olhar de bravão
Como suas falas já haviam se encerrado, me viro de costas para se deslocar rapidamente do lugar. Até que nós dois somos surpreendidos ao escutamos mais um grito na região, ou pelo menos já era a 2  vez que eu ouço. Eu paro de andar no mesmo momento, olho para trás e meus olhos encontram novamente o William, agora de olhos arregalados logo se preparando para investigar. Mas eu lhe digo.
- O que pretende fazer? Não é policial. 
- Eu sou profissional nessa área, mesmo que não trabalhe mais fixamente.
- Então nós dois deveríamos ir juntos. Você sabe, cuidar um do outro. - Eu senti um leve remorso e nojo de mim por ter dito aquela frase, não preciso de ninguém para cuidar de mim.
- Como quiser. 
Ele sabe que não poderia recusar minha proposta, caso contrário, no mesmo momento eu o denunciaria para a polícia por dar uma de policialzinho escroto da região.
Bom, assim começamos a caminhar pelo lugar ou melhor, tentamos seguir os rastros da voz na esperança de que alguém gritasse novamente; isso tudo realmente me frustrava, e não era pouco, será um novo serial killer?
Ele fazia seu caminho sem nem sequer dirigir seu olhar para mim, ou se desviar do real foco de estarmos ali, e eu, só pensava em acabar com a vida dele ali mesmo, além do mais, eu podia. Pela primeira vez nesse tempo todo na caminhada, ele acaba falando:
- Por que você veio? Não tem mais o que fazer?
Eu como já estava calado, permaneço. Eu não devia satisfação para esse sujeito, e sua vida não iria permanecer por muito tempo naquela madrugada. Entretanto, não demorou muito até avistarmos marcas de sangue seguindo para um beco, escuro e estreito. Aquela era a oportunidade perfeita de eu assim entrar com ele e assassiná-lo rapidamente antes mesmo que alguém veja e assim descobrir quem está matando minhas vítimas. Ele adentrou ao lugar, e eu vou atrás que nem um cachorro. Eu fantasiei diversas vezes a morte do rapaz, até que enfim eu decido por uma em prática, eu estava tão destemido que não poderia mais esperar. Enquanto andávamos, ele olhava por todo o lugar; Mas que estranho, era pra ter algo ali. Não aparentava ser um beco tão grande ou cheio de lugares para explorar. 
Então precipitadamente retiro minha faca Infantry Knife, que estava de forma camuflada nas minhas costas dentro de uma bolsa de apoio. E então rapidamente, de forma furtiva atrás do rapaz, o seguro pelo pescoço com meu braço direito enquanto minha outra mão que segurava a faca aperto a ponta sem ainda rasgá-lo no pé de sua barriga, e começo o ato de enforcamento.
Enquanto o sujeito agonizava-se, e então eu digo palavras sussurradamente em seu ouvido:
- Os boatos, eram parecidos com esse?
Dou-lhe uma facada no seu abdômen inferior ainda o sufocando.
- Você não deveria ter se intrometido nos meus assuntos, deveria ter tido mais cuidado, policial. - Ele tenta com suas duas mãos puxar meu cabelo, mas como estava sem forças, facilmente eu desvio e então ele desiste e apenas cita algumas palavras.
- Dexter, eu não tive sorte dessa… vez.. mas - Ele fala as palavras curtas ofegantemente e, quase sem voz, continua - Eu acho… que quem deveria ter tido mais cuidado é você.
E então nesse momento percebi que eu tinha me ferrado, me ferrado bonito. Ouço pegadas rápidas, muitas pegadas, não tive nem tempo em pensar direito em como fugir e enfim…
- SENHOR DEXTER MAYHEW, SEM NENHUM MOVIMENTO BRUSCO, SE TIVER ARMADO JOGUE SUAS ARMAS NO CHÃO E LEVANTE-SE DEVAGAR VINDO EM NOSSA DIREÇÃO. NÃO TENTE NADA CONTRA NOSSOS HOMENS, É 10 CONTRA UM, O SENHOR NÃO TEM ESCAPATÓRIA.

E sim, era a porra de uma armadilha. 

Aluno(a): Ana Lívia Souza de Freitas
1 ano A
Edição e Revisão: Renata Lopes
Eletiva gêneros textuais em ambientes digitais


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